Sandra Costa

Olá Sandra. Conhecemo-nos numa formação de marketing digital na fantástica organização que é o Factory em Braga, na altura eu a dar formação de email marketing utilizando o e-goi. 

Se a memória não me engana estavas no início de novo projeto e fomos trocando algumas mensagens nos tempos a seguir, mas também me lembro o quanto eu era “incrédulo” em relação ao coaching. 

Até ao dia em que a vida me fez por tudo em causa e, de outra perspetiva, algo que me fez contactar-te e foi um daqueles momentos que ficam guardados para sempre.  

Sabes que estou agradecido por tudo o que temos feito e estamos a fazer em conjunto.  

Para mim fazia todo o sentido seres a primeira pessoa a ser “entrevistada” por mim. 

Fez-me acreditar que tenho coisas boas que posso partilhar e, de alguma forma, haja pessoas que se revejam e também se possam identificar e AGIR. 

  

Nas minhas palavras, na recomendação que coloquei no teu perfil de linkedin: 

 

“A Sandra Costa é daquelas pessoas que nos ajudam a mudar a vida. O seu profissionalismo em tudo o que faz e a força que transmite leva-nos a conseguir o que, a dada altura, parece impossível. Inspiradora, presente, motivadora. Alguém que nos faz acreditar e procurar o melhor EU” 

   

Com isto tudo, tenho de te perguntar:   

Quem é a Sandra Costa? 

 A Sandra Costa é mulher & mãe. Profissionalmente, trabalho como Coach e consultora na área de desenvolvimento pessoal.  

Durante mais de 20 anos trabalhei na área de vendas, formação e liderança de equipas através da minha ligação a um Grupo Financeiro, quer na área de seguros, quer na área bancária. 

A vasta experiência com pessoas levou-me a querer desenvolver mais, daí à certificação em Coaching passando pelo Master de Programação Neurolinguística e agora no Doutoramento, foi um passo.  

Há cerca de 6 anos ajudo líderes no seu processo de autoconhecimento, bem como as suas equipas para gerarem resultados de valor. 

Com e através das pessoas me inspiro e inspiro, preciso de pessoas para ser eu sandra costa. Através do outro me conheço e com o outro me torno melhor pessoa e só uma melhor pessoa será um bom profissional. 

   

A nossa primeira sessão de coaching foi a 27 de Dezembro de 2019 e, a partir daí e com a tua mentoria, comecei todo um caminho de autoconhecimento, valorização pessoal, procurei novas perspetivas para as diferentes componentes da vida, percebi que não é possível (pelo menos para mim) separar o lado profissional do pessoal e que estes têm de estar em equilíbrio, alinhados com os nossos valores e objetivos. 

Como surgiu o coaching na tua vida? 

O Coaching surgiu na minha vida em 2014, após um Burnout. Trabalhei durante 20 anos num grupo financeiro e após chegar ao topo da carreira, sentia que mesmo tendo alcançado tudo a que me tinha proposto, sentia um vazio que não fazia sentido. Tinha feito tudo bem, com uma única exceção e, logo a mais importante, tinha-me esquecido de mim. Após o burnout e um longo caminho de recuperação surgiu a oportunidade de fazer a certificação com Coaching. Uma certificação que esteve agendada durante anos a fio, sem nunca ter a oportunidade de se realizar. A certificação foi muito terapêutica, pois pude fazer auto-coaching e coaching com outros participantes e a partir daí senti que era esse o caminho que queria para a minha vida profissional. Acima de tudo ajudar as pessoas no seu processo de autoconhecimento para que nunca cheguem a onde eu cheguei, ao limite.  

És uma pessoa que pratica desporto, que valoriza bastante o lado espiritual, que faz retiros. Qual o papel destes hábitos na tua vida? 

Depois do burnout cuidar de mim tornou-se uma prioridade. Só posso cuidar dos outros se tiver bem, para estar bem, tenho de cuidar de mim.  

Iniciar o dia com tempo para mim é fundamental. Através de desporto consigo isso, entre correr, caminhadas, nadar e pilates vou cuidando de mim. Os retiros surgiram quando senti vontade de desenvolver o meu lado espiritual, comecei através dos retiros de Exercícios Espirituais inacianos e fui acrescentando outros. Faço retiros com alguma frequência e existe um “obrigatório”, 8 dias de silêncio. Os retiros permitem-me mergulhar dentro de mim e recentrar tudo o que necessito para continuar caminho.  Neste momento faço também acompanhamento espiritual uma vez por mês, esta prática permite-me observar mais amiúde as pedras do caminho, e de que forma elas fazem sentido na minha vida. Estes hábitos são fundamentais para o meu equilíbrio e também me ajudam a ajudar os meus clientes. Como posso recomendar determinadas práticas se não as vivo?  

  

Esta minha iniciativa de ter um site onde pudesse partilhar o que me move estava na cabeça há imenso tempo, no entanto, nunca tinha achado ter algo para partilhar que “fizesse sentido”. Acontece que, logo nessa nossa primeira sessão, cheguei a uma frase com que me identificava e que acreditei ser a minha missão “Promover redes para criar conhecimento“. Pela primeira vez percebi conscientemente o quanto gosto de “fazer pontes”, de partilhar conhecimento, o quanto valorizo as relações, que sou uma pessoa de pessoas. Isso foi claramente complementado numa outra iniciativa “Neuro life changing project” do amigo Fernando Rodrigues em que me ficou claro para mim que o meu propósito é ” Criar pontes“. É algo que me motiva e que hoje sei que pode acrescentar valor na minha vida. 

  

Como te sentes, quando ajudas os teus clientes através do teu trabalho? 

Eu acredito que quando um não quer, três não conseguem, sendo que os três são: eu, o cliente e o Espírito Santo. O autoconhecimento, e como tu muito bem sabes, doi, e não é pouco. Tem de existir uma vontade muito grande por parte do cliente para querer começar um caminho que jamais poderá voltar atrás. É tal e qual como a metáfora do para-quedas, uma vez aberto, não se consegue fechar. E quando o cliente aceite trilhar esse caminho, a mudança acontece, observar, sentir essa mudança é uma bênção. Sinto-me verdadeiramente abençoada por estar a acompanhar e assistir a essa evolução. Se me permites, tomando o teu exemplo, basta ver uma fotografia tua há dois anos atrás e outra agora para ver essa mudança. Apesar da dor, da dificuldade, tu sempre quiseste continuar e fazer caminho, e tão bonito que ele está a ser. Tu já estás a mudar a vida de outras pessoas, poder sentir esta corrente é um verdadeiro privilégio.  

 

O essencial é abundante, é o teu lema, qual queres que seja o teu legado?  

Como já referi anteriormente, fico sempre muito feliz quando eu inspiro a inspirar. Quando os clientes com os quais eu trabalho e já trabalhei, estão a inspirar outras pessoas. Isso acontece através do autoconhecimento, quando descobrimos quem somos e o que queremos fazer, isso é o essencial. Aí conheçamos a brilhar.  Acredito que quando brilhamos intensificamos o brilho de outras pessoas que connosco se cruzam e querem também iluminar. Talvez, porque nunca tinha pensado nisso até então, o meu legado seja deixar o mundo um pouco mais brilhante, que este essencial seja a minha abundância.  

 

Muito teríamos para falar, mas termino com uma pergunta que tu gostas muito de fazer, mas adaptada a esta situação:   

Se tiveres que me definir numa palavra, que palavra utilizarias? 

Coragem 

Acredita que posso acrescentar valor aos seus projetos?